LIVROS

Transformações - Arte e Cirurgia Plástica

O ser humano é essencialmente estético. Por meio da arte, expressa suas emoções, expectativas, e documenta a sua história. Em Arte e Cirurgia Plástica, o Dr. Moisés Wolfenson, MD-PhD, com sensibilidade e conhecimento, apresenta um rico painel da Arte, ao longo dos tempos, e traça um paralelo entre as diversas manifestações artísticas e a criatividade na cirurgia plástica.

O artista tem uma liberdade infinita no seu poder de criação, caracterizando em cores e formas todo o seu imaginário. Para o cirurgião plástico, por maior que seja sua compreensão de harmonia e de beleza, a sua criatividade sofre limitações quando comparada à do pintor, à do escultor. Sendo um escravo da forma e da anatomia, o cirurgião é, muitas vezes, levado a um complexo de frustrações, ao lidar com o ser humano, material nobre ainda não inventado. O acrescentar e o retirar estão mais sujeitos às leis do próprio corpo do que à força criativa do cirurgião. Por outro lado, seria impossível, sem possuir esse senso de equilíbrio e harmonia, conduzir com habilidade os tecidos com que criatividade em todos os seus aspectos. Escultores, Pintores e Cirurgia Plástica é uma rica fonte de referência para todos aqueles que se interessam pela Estética, elo mágico que une as artes plásticas à cirurgia plástica.

Ivo Pytangui
Academia Brasileira de Letras

Além do Bisturi - Biografia de uma lenda

Com uma linguagem direta, leveza, bom contexto e grande entusiasmo o autor apresenta a vida e obra do maior mestre da cirurgia plástica de todos os tempos, vai além! O livro, ALÉM DO BISTURI – Biografia de uma lenda. Ivo Pitanguy, conta em detalhes os momentos mais marcantes de sua vida científica,intelectual, empreendedora sempre dirigida a minorar o sofrimento das pessoas no sentido de serem normais.
Tudo bem repassado com esmero, afinco para chegar a mais realidade possível, corroborado com depoimentos emocionados de pessoas que tiveram o privilégio de acompanhá-lo quer como seu colaborador, os amigos próximos, os membros de sua AExPI (Associação de Ex-alunos do Professor Ivo Pitanguy),hoje ilustres mestres da Cirurgia Plástica,em sua longa trajetória e verdadeiramente brilhante, uma das maiores personalidades do mundo no Século XX.

Moisés Wolfenson
Cirurgião Plástico

Um século de cirurgia plástica no Brasil

Meu querido Moisés,  Estou me lembrando de sua feliz iniciativa em publicar uma coletânea de arte, produzida por Cirurgiões Plásticos. Agora, você faz uma incursão na história da Cirurgia Plástica, além de homenagear Cirurgiões que tanto contribuíram para dar crédito à nossa especialidade. É uma publicação oportuna que, tenho certeza, será recebida com aplausos por todos os membros da SBCP.

Li atentamente todo o livro. Você solicitou comentários de vários colegas. Gostei do que Talita escreveu. Suas palavras, inteligentes e sensíveis, traduzem bem o que todos sentimos pelo Dr Pitanguy.  Dr Estima, Dr Paulo e Dr Perseu, igualmente, ícones da Cirurgia Plástica.  Acrescentar mais um relato seria desnecessária redundância. Agradeço seu honroso convite, mas creio não poder aliar nada mais alto do que já foi dito.

Excelente livro, parabéns.  Tenho certeza que, ao falar da história da Cirurgia Plástica Brasileira, você estará fazendo parte dela.

Com meu abraço,
Ronaldo pontes,
Cirurgião Plástico

A Saga da Cirurgia Plástica em Pernambuco

Lembro-me de João, como alguém que se lembra de um irmão mais velho, com certos toques de ídolo. É João onze anos mais velho que eu. As lembranças me vêm das aventuras com espingardas, durante nossa infância em Taperoá, alto sertão paraibano. Elas me lembram um pequeno herói. Até o fato de ter sido ele quem nos comunicou a perda de nosso pai já reforça esse ângulo do perfil que ora faço.

Dizem por aí que existem dois tipos de inveja. A inveja ruim e a inveja boa. E é essa última que sinto por João. E explico: nesse perfil destaco o fato de ser João excelente compositor. Tem ele, inclusive, um CD gravado com suas composições. E, desse dom, dessa qualidade boa de João é que sinto aquela inveja boa. Lembro que estão no CD de João duas de suas composições nas quais coloquei nomes, inspirado nas sensações que me passaram essas composições.

Finalmente, nesse perfil relembro uma opinião de nosso Pai sobre João. Ele desejava, apesar de jamais impor, que João fosse pintor. Ele pintava muito bem. Acredito até que, esse dom, ele levou para a cirurgia plástica.

Digo, ainda, que João tem qualidades artísticas sim. Mas, aquela a qual sempre se dedicou com extrema seriedade foi a sua especialidade médica. Sua escolha profissional: a Cirurgia Plástica.

Ariano Suassuna

Antiquário de Sonhos

O surgimento de uma obra poética, além do fascínio que exercem as coisas que se iniciam, é, na verdade, a confirmação daquela assertiva do poeta Manoel de Barros: “daqui vem que os poetas devem aumentar o mundo com as suas metáforas”.

E é, justamente, esse acréscimo que, pela força da palavra existenciadora, danifica o ato poético, pelo mágico poder de criação que lhe confere É, pois, no ser da linguagem, e por efeito de sua própria dinâmica no ondear de contínuo movimento, que se exerce o poder conceitual e nomeador da palavra. E a metáfora lhe permite o voo maior, porque, segundo o mesmo poeta, “a tarefa mais lidima da poesia é a de equivocar o sentido das palavras”, fornecendo o leque de conotações, que o simbolismo, que lhe é próprio, propicia. Isso porque a metáfora, como recurso de expressão poética, consiste em atribuir, à uma palavra, características que lhe não são próprias. Essas considerações surgem da leitura do livro, de sugestivo título, Antiquário de Sonhos, de auditoria de Moisés Wolfenson, título e poemas que sugerem dois eixos referenciais, de profunda significação: o tempo e o sonho, que vem a ser a realidade transubstanciada pelo ato de sonhar. Na verdade, a participação do tempo, no antigo, no novo, no antes, no agora, no devenir, são meras abstrações que se confundem e, finalmente, se unificam no chamado tempo tríbio – um tempo só.

Sobre esses referenciais, Moisés Wolfenson construiu o seu Antiquário de Sonhos, um colecionar de sonhadores, construído de blocos/símbolos, nominados como peças de antiguidades que, resistindo ao passar do tempo, estão no nosso agora como valor de juízo a ser preservado para o futuro.

Maria do Carmo Barreto Campelo de Melo
Academia Pernambucana de Letras.

Paraíso Suspenso

Paraíso Suspenso , de Moisés Wolfenson, integra o ciclo da poética fin-de-siècle cujo o fio condutor aflora do inconsciente profundo da humanidade através da memória épico-mítica de que nos fala Nelly Novaes Coelho.    O livro é dividido em cinco partes: Ode a Júpiter , Ode a Netuno , Ode a Cupido , Ode a Baco e Ode a Momo , o que nos remete a uma simbologia mítico-numérica. Tais números constituem-se em “ideias-força” com uma caracterização, uma roupagem específica. Juan-Eduardo Cirlot, em seu Dicionário de Símbolos – SP – Ed. Moraes, 1984, esclarece que o número 5 é “ símbolo do homem e do amor; quintessência atuando sobre a matéria, número da hierograma, união do principio do Céu e da Magna Mater. Pentagrama, estrela de cinco pontos”.

Teresa Tenório
UBE (União Brasileira de Estudantes). 

O uso do laser no Brasil

No Brasil a oftalmologia, minha especialidade, se beneficiou muito com o advento do laser. Inicialmente com os lasers de argônio e de xenônio usados em retina evitando a retínopatia diabética proliferativa e os processos proliferativos de forma geral causados pela isquemia retiniana e no glaucoma como alternativa para a cirurgia fistulizante tradicional. Posterior-mente o surgimento dos laseres de fotodisrupção inicialmente usados em opacificações de cápsula pós-cirurgia de catarata e ainda em processos que necessitam de verdadeiros cortes em que se incluem as iridectomias, as membranectomias e, hoje, a confecção de flaps para cirurgia refrativa e túneis corneanos para implantes de anéis em ceratocone. E, finalmente, os exci-mer lasers que agem como que evaporando o tecido corneano e mudando o poder refrativo das córneas nas cirurgias refrati-vas. O desafio atual está na utilização do laser em cirurgia de catarata que nasce de maneira a propor reprodutibilidade e portanto maior segurança!

Dr. Cláudio Lottenberg
PhD em Oftalmologia pela Unifesp
Presidente do Hospital Albert Einstein

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