IMPRENSA

Museu da Cirurgia Plástica: cronologia de uma saga

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Beleza - veja

Parabenizo a jornalista Isabela Izidro pela oportuna e atualizada reportagem “Adeus, martelo” (2 de agosto), sobre a rinoplastia ultrassônica. Sou cirurgião plástico, e minha experiência é similar à do colega francês Olivier Gerbault, porém com o uso de laser. Bem, atualmente se faz a rinoplastia estruturada —uma cirurgia estética aliada a um tratamento funcional. Há trinta anos, as rinoplastias eram meio padronizadas. Hoje em dia, a cirurgia é adequada ao paciente, ou seja, o nariz é operado para que o resultado fique o mais harmônico possível com o rosto. Um rosto bonito está relacionado com a boa proporção da face. Não dá para fazer o mesmo nariz em todos os pacientes. Moises Wolfenson Recife (PE), via smartphone)

Livro Ivo Pitanguy

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Bisturi em Pauta

Livro comemora um século de cirurgia plástica no Brasil

POR CRISTIANE SENNA

De 2000 a 2005, foi desenvolvido Um Século de Cirurgia Plástica no Brasil – Mestres Vivos da Cirurgia Plástica e suas Escolas, um livro feito a cinco mãos. Nele, o cirurgião plástico pernambucano Moisés Wolfenson, curador do Museu Brasileiro de Cirurgia Plástica e autor de outros cinco livros sobre o assunto, relata a história da especialidade médica desde seus primórdios, usando como suporte quatro importantes ícones da cirurgia plástica brasileira, incluindo Ivo Pitanguy.

Em entrevista, Moisés Wolfenson contou um pouco mais sobre a obra, um projeto inédito sobre a especialidade no Brasil. Como médico, também opinou acerca dos rumos da cirurgia plástica, especialidade médica que mexe com a vaidade alheia.

Época Online: Quem é o pai da cirurgia plástica no Brasil?
Dr. Moisés Wolfenson: Rebello Neto. Ele escreveu um livro sobre a especialidade em 1915, chamado Cirurgia Plástica Estética, e foi fundador da primeira escola de cirurgia plástica brasileira. Antes disso, todas as cirurgias eram feitas juntamente com outras áreas médicas: o dermatologista realizava enxerto de pele e o urologista, uma cirurgia no pênis, por exemplo. Graças a Rebello criou-se a especialidade ‘cirurgia plástica’.

Época Online: Existe algum ponto na história da cirurgia plástica brasileira que o senhor considera um marco?
Dr. Wolfenson: Os cirurgiões plásticos brasileiros são um marco, em geral. O dr. Pitanguy, por exemplo, é responsável pela internacionalização da cirurgia plástica brasileira. Ele cria técnicas que são copiadas no mundo todo. O talento estético brasileiro é muito grande.

Época Online: Por que, na sua opinião, o Brasil é um país que bate recordes em cirurgias plásticas?
Dr. Wolfenson: Por conta das habilidades de seus cirurgiões plásticos. Se há bons resultados, os pacientes se animam a fazer e divulgam os resultados. Outro fator é o Brasil ser um país tropical, onde as mulheres são muito vaidosas. Nenhuma delas quer ir de maiô na praia, então elas tiram uma gordurinha aqui, colocam silicone nos seios… Além disso, a imprensa divulga bastante as novidades. Atualmente, existe também uma estabilidade financeira que nos permite fazer parcelamentos fixos, o que facilita o acesso.

Época Online: Existem diversos programas que abordam esse tema, como os reality shows dos canais pagos. Cada vez mais, adolescentes desejam mudar algo de que supostamente não gostam, ou que consideram fora do padrão. Não houve umabanalização da imagem devido à facilidade com que se pode modificar a aparência?
Dr. Wolfenson: Acho que não, mas tudo tem limites. O médico saberá entender quando o paciente está delirando. Nesses casos, o encaminhamos ao psiquiatra, ou psicólogo, que trabalha em conjunto com a gente. Todas as pessoas sabem que a cirurgia plástica é um procedimento seguro, que a maioria é feita com anestesia local, sedação, e que não são necessárias grandes internações. Isso baixou o custo e aumentou a demanda. Os adolescentes representam 15% do volume total de cirurgias plásticas feitas no Brasil, que são ao todo 500 mil por ano. Elas são, geralmente, correções de orelha de abano, colocação de prótese de silicone e lipoaspiração.

Dicas para quem quer entrar no bisturi
1 – Ouça a opinião de mais de um cirurgião plástico
2 – Escolhido o médico, pesquise e veja o trabalho dele realizado em outras pessoas
3 – Ligue para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para se certificar de que o cirurgião faz parte dela. Existem muitos “picaretas” na área
É preciso tomar cuidado com procedimentos como a lipoescultura, pois são realizados sem critério nenhum em clínicas de estética. Essas cirurgias só devem ser feitas em ambientes hospitalares e sempre na presença de um anestesista.
Época Online: Na maioria das vezes, a cirurgia plástica é vista apenas pelo lado da vaidade, e não pelo lado reparador. O que você acha disso?
Dr. Wolfenson: A cirurgia plástica é muito ampla. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a pessoa deve gozar de bem-estar físico e emocional para ter uma saúde perfeita. Temos que respeitar, então, a vaidade, pois alguém que deseja fazer uma cirurgia plástica pode estar infeliz com sua aparência e merece respeito. Do outro lado, estão as grandes cirurgias reparadoras, como recuperar um dedo amputado. Nosso grande reconhecimento está em recolocar esse cidadão no mercado de trabalho. A cirurgia plástica é vista como uma especialidade muito séria graças aos dois fatores.

Época Online: O que mais te atrai na profissão?
Dr. Wolfenson: Particularmente, eu gosto de trabalhar faces. Há pessoas que não se conformam com seu rosto envelhecido, e ter o poder de melhorar sua qualidade de vida é muito prazeroso. Além do mais, essas técnicas não deixam cicatrizes ou vestígios que denunciam a cirurgia. Para mim, é um grande desafio aperfeiçoar essa área da cirurgia plástica.

Época Online: Qual deve ser a maior qualidade de um cirurgião?
Dr. Wolfenson: Para ser um bom cirurgião plástico, além de muitos anos de estudo, ele deve ter bom senso artístico, saber o que é certo e errado dentro da normalidade médica e ter sensibilidade, pois além de médico, é um escultor.

Congresso Internacional no Rio de Janeiro 2014 | PLASTICA PERNAMBUCO.COM

O congresso internacional da ISAPS, no Rio de Janeiro, foi um grande sucesso! Mais de 2.500 especialistas de todo o mundo vieram para o Brasil compartilhar técnicas e novidades na cirurgia plástica.

Dr. Moisés Wolfenson, MD-PhD, esteve presente ao evento, ele que e’ membro ativo da ISAPS desde 1988.

51º congresso brasileiro que aconteceu entre os dias 12 e 16 de novembro/2014 em Costa do Sauípe, Bahia. Dr Moises Wolfenson foi professor convidado e ministrou palestra sobre “Tratamentos não Invasivos em Cirurgia Plástica”

Todo esse treinamento e aperfeiçoamento constante faz do especialista brasileiro uma referência mundial.

Doutorado | VIVER – JOÃO ALBERTO

O Cirurgião Plástico Pernambucano Moises Wolfenson, está realizando a sua tese de Doutorado em Cirurgia Plástica na UNIFESP- Escola Paulista de Medicina –São Paulo.

Afinidades entre arte e plástica | DIARIO DE PERNAMBUCO – VIVER

A busca pela perfeição é um dos pontos em comum entre a arte e a cirurgia plástica encontrados pelo cirurgião pernambucano Moisés Wolfenson em seu livro Transformações, a ser lançado no Palácio do Campo das Princesas. O objetivo do autor é lançar reflexões sobre a troca de influências entre os cirurgiões plásticos e os artistas, cujos ofícios, segundo ele, se confundem. “O cirurgião plástico só difere do artista plástico no que concerne à matéria sobre a qual irão trabalhar”, comenta o autor em um trecho.

Wolfenson começa o livro expondo as relações entre as evoluções da cirurgia plástica e os movimentos artísticos da história ocidental, do Egito Antigo até a arte conceitual. Ele mostra como correntes artísticas e seus ambientes de criação influeciaram, ou não, no trabalho dos cirurgiões. O cubismo, segundo o autor, teria influenciado em pesquisas sobre deformações genéticas. Na Idade Média, enquanto artistas eram perseguidos, a cirurgia plástica foi totalmente proibida.

Há capítulos nos quais o autor discorre sobre as diferenças e relações entre os objetivos dos artistas e dos cientistas. “Nós, cirurgiões, somos frustrados até certo ponto, pois somos escravos dos cânones estéticos”, compara. Ele reconhece que há características que nunca se confundirão: “A arte até que poderia ser feia, esquisita e contestatória, mas o rosto do homem deveria estar cada vez mais perto da perfeição”, escreve, ao comentar as vanguardas do início do século XX.

Em alguns casos, Wolfenson não expõe relações entre as duas áreas, mas as une com exemplos indiretamente relacionados. No trecho em que procura analogias entre a cirurgia plástica e o Expressionismo, por exemplo, ele escreve: “Ao contrário do objetivo da cirurgia reparadora e estética, que nesse período estava em crescente desenvolvimento, Van Gogh jamais quis corrigir sua orelha amputada.” Ele classifica o trecho como uma brincadeira e confessa que o livro não tem pretensões científicas.

Editado pela Revan, o livro foge da diagramação convencional, traz trechos em destaque e é repleto de fotos, ilustrações e reproduções de obras de arte. Para Moisés, qualidade gráfica é o mínimo que um livro de arte merece ter. Praticamente todas as páginas são ilustradas, num projeto gráfico da Ideograma Studio de Design. O prefácio é assinado por Ivo Pitanguy, a apresentação é de Perseu de Castro Lemos, a orelha traz comentário de Aymar Sperli e a contracapa apresenta comentários de Francisco Brennand e Jarbas Vasconcelos. (Júlio Cavani)

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